Um belo exemplo a ser seguido
 
05Nov

Um belo exemplo a ser seguido

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Claudio Herique

 

Apesar do crescimento notório da participação feminina no mercado de trabalho brasileiro – o último senso realizado pelo IBGE (2010) apontou que as mulheres já representam 44% da população economicamente ativa – ainda resta o desafio de permitir que elas ocupem também os cargos executivos nas empresas. Segundo estudo recente da Fundação Getúlio Vargas, as mulheres ocupam menos de 10% dos cargos de liderança no País. Dentro desse cenário, chama a atenção o exemplo Pfizer Brasil. Nos últimos seis anos, a participação de mulheres exercendo cargos executivos, que incluem gerentes e diretores, passou de 23% para 50%.
 
Uma das principais razões desse resultado é a adoção de medidas internas que procuram entender as necessidades e mudanças da sociedade moderna. Para estimular a presença feminina em seu quadro de funcionários, a Pfizer oferece uma política de trabalho que favorece um maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Fazem parte da rotina da empresa um programa de home office uma vez por semana, horário flexível de trabalho e saídas antecipadas em duas horas às sextas-feiras e às vésperas dos feriados prolongados, para todos os funcionários da área administrativa.
 
Pfizer: número de executivas cinco vezes maior que a média nacional.
 
Para aqueles que têm filhos, a empresa oferece licença-maternidade estendida de seis meses e paternidade de 10 dias úteis, além de auxílio-creche para filhos de funcionários com até completarem sete anos de idade. A fábrica da Pfizer, localizada em Guarulhos, conta com berçário e creche.
 
Sem dúvida, medidas como essas não somente identificam as mudanças na nossa sociedade, como oferecem a mulheres e homens melhores condições para equilibrarem suas vidas profissionais e pessoais. Cynthia Diaferia, promovida recentemente a diretora da Unidade de Negócios de Oncologia, é um dos exemplos de que é possível alcançar um bom balanço. “É muito gratificante fazer parte de um time que reconhece seus talentos e oferece oportunidades de desenvolvimento sem que, para isso, você precise abrir mão da sua vida pessoal”, declara.
 
Numa época em que algumas empresas de tecnologia já começam a oferecer o “benefício” do congelamento dos óvulos para que as mulheres possam optar por adiar ao máximo a maternidade – o que me parece um recado sutil dessas empresas para que as mulheres abram mão desse direito em troca do sucesso na carreira profissional – faço questão de destacar o exemplo da Pfizer, que nos mostra ser possível oferecer uma política de trabalho equilibrada, que permite às mulheres exercerem suas carreiras e a maternidade na sua plenitude.


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