Islândia, um exemplo de igualdade para o mundo
 
08Apr

Islândia, um exemplo de igualdade para o mundo

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Claudio Herique

 

Compartilho aqui com vocês dois textos muito interessantes que nos ajudam a refletir sobre o tema da igualdade entre os gêneros, ambos utilizando como ponto de partida o exemplo da Islândia, considerado o país mais igualitário do mundo.
 
O primeiro deles foi escrito pela jornalista Beatriz Portugal, jornalista que vive há seis meses na Islândia e relata como está sendo esta experiência, num país que tem como premissa que homens e mulheres têm os mesmos direitos. Isso se reflete, por exemplo, na licença quando o casal ganha um filho. Esse período é de nove meses, sendo três meses para a mãe, três para o pai e os outros três meses podem ser divididos entre os dois, da maneira que bem entenderem.
 
A ideia é genial, pois além de eliminar “o fator de risco” da maternidade que uma empresa corre quando emprega uma mulher (empregando um homem ela continua correndo o “risco” de ter que licenciar alguém por um tempo), acaba envolvendo o homem na responsabilidade de criação dos filhos e do trabalho doméstico. A maternidade não se opõe ao trabalho e muda toda a estrutura de vida das mulheres – e dos homens, por tabela.
 
A conclusão da jornalista comprova que a experiência da ilha europeia é um belo exemplo a ser seguido. “São portas que se abrem quando o país tenta alcançar a igualdade ao valorizar as diferenças. A Islândia é um lugar onde as mulheres não precisam ser como homens para conseguirem estar em pé de igualdade. Aqui, elas podem ser mulheres do jeito que desejarem ser”, destaca Beatriz. O texto completo está publicado no link: http://blogs.iadb.org/ideacao/2015/03/09/como-vivem-mulheres-pais-mais-igualitario-mundo/.
 
Na Islândia, um homem que não exerce sua paternidade é mal visto pela sociedade
 
 
A outra leitura que recomendo é do texto do consultor de empresas e educador, Reinaldo Bulgarelli, que tomou como ponto de partida essa licença maternidade da Islândia para refletir sobre os reflexos dela na cultura e na sociedade. Ele destaca que naquele país europeu, a igualdade entre os gêneros e o cuidado compartilhado dos filhos e da casa já são valores incorporados pela sociedade. O mercado de trabalho já assimilou essa realidade e entendeu que gravidez e maternidade são acontecimentos do nosso cotidiano, por isso incorporou esses valores na gestão empresarial.
 
O consultor traça um parâmetro de comparação com a realidade brasileira – que diga-se de passagem, infelizmente, não é muito diferente do restante do mundo – e como isso se reflete no mundo empresarial. “Aqui ainda temos que escolher entre viver e trabalhar, então tem algo errado. Cada talento que a empresa perde por conta dessa falsa escolha deveria pesar na consciência, além de pesar no bolso. Enquanto não lidam com a vida como ela é, preferem pagar o preço, ter prejuízo, ver o talento ir embora. Sem se lamentar, culpam a mulher pela escolha”.
 
Reinaldo ainda comenta sobre o papel dos homens. Para ele, enquanto o modelo predominante ainda é o padrão do homem idealizado – livre de gravidez, do cuidado com os filhos, com foco apenas na empresa e na carreira – já existem muitos homens que não se encaixam nesse padrão, que valorizam a paternidade participativa, “compartilhando o prazer de viver e de trabalhar, o prazer de ver os negócios e os filhos crescerem”.
 
 
O texto do Reinaldo fala sobre os valores que são realmente importantes para cada um de nós e para a sociedade em geral. Recomendo demais a leitura nesse link: http://diversossomostodos.blogspot.com.br/2015/04/o-poder-da-cultura-sobre-licenca.html. Aproveite também para conhecer o blog “Diversos Somos Todos”, que nos convida sempre a fazer reflexões sobre como fazer um mundo com menos preconceito e mais felicidade.


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