As mulheres pela democracia
 
17Sep

As mulheres pela democracia

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Claudio Herique

Embora ainda tenham uma representatividade política pouco significativa (cerca de 10% no poder legislativo), as mulheres podem fazer história na política brasileira decidindo as eleições presidenciais deste ano.
 
As redes sociais foram invadidas por manifestações contra o candidato líder das pesquisas de primeiro turno e não há nada que indique que este movimento feminino irá arrefecer. Muito pelo contrário. A manifestação espontânea contra um homem que mostra total desrespeito às causas femininas e sua importância, num mundo que já partiu numa marcha sem volta rumo ao século 21, pode acabar custando caro. E o voto feminino, que representa 52% do eleitorado, pode ser ainda mais decisivo no segundo turno.
 
Não custa nada lembrar que embora a República tenha sido proclamada no Brasil em 1889, apenas em 1932 as mulheres ganharam direito a voto. Mesmo assim, com restrições. As casadas, por exemplo, só votavam com a autorização do marido. O sufrágio universal veio apenas em 1946. Hoje, os tempos mudaram – ainda bem. E elas não são mais obrigadas a se submeterem ao cabresto de um homem para exercer um direito previsto em lei.
 
Mulher nenhuma precisa votar num candidato que considera “fraqueza” gerar uma mulher. Como também não é obrigada a engolir alguém que defende a ideia de que mulheres devem ganhar menos porque engravidam, ou já disse que uma mulher não merecia “nem ser estuprada porque era feia”. Mulheres tem direito a dignidade, vivendo suas escolhas na plenitude como qualquer outro cidadão. E como vivem numa sociedade democrática, têm pleno direito a se manifestarem como bem entenderem.
 
Muitos homens ainda negam as desigualdades e o desrespeito às mulheres que imperam em nossa sociedade e em várias partes do mundo. Por isso, talvez seja querer muito que eles se juntem a este movimento feminino. Entretanto, diminuir sua legitimidade nas redes sociais (e no mundo real) é mais do que falta de respeito. É falta de inteligência mesmo.  

 

 


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